sexta-feira, 20 de maio de 2011

O Espírito Santo na Liturgia

O Espírito Santo e seus sete dons


O Catecismo da Igreja ensina que a liturgia cristã não somente recorda os acontecimentos que nos salvaram, como também os atualiza, torna-os presentes. É o Espírito Santo que age na Liturgia.

" O Mistério pascal de Cristo é celebrado, não é repetido; o que se repete são as celebrações; em cada uma delas ocorre a efusão do Espírito Santo que atualiza o único mistério."
(§ 1104) 
Chama-se epiclese (invocação sobre) a intercessão na qual o sacerdote suplica ao Pai, na Eucaristia, que envie o Espírito Santificador para que as oferendas se tornem o Corpo e o Sangue de Cristo, e para que ao recebê-los os fiéis se tornem eles mesmos uma oferenda viva a Deus. (§ 1105)
[...]
Pela Liturgia, o poder transformador do Espírito Santo apressa a vinda do Reino e a consumação do mistério da salvação. Ele nos faz antecipar a comunhão plena com a Santíssima Trindade. O Pai atende a epiclese da Igreja e dá o Espírito Santo aos que desejam  e o acolhem em um coração bom e puro, e para esses se torna o "penhor de sua herança" (cf. Ef 1,14; 2Cor 1,22)
O Catecismo explica que na Liturgia, o Espírito Santo é o pedagogo da fé do povo de Deus, o artífice das "obras-primas de Deus", que são os Sacramentos da nova aliança.
O desejo e a obra do Espírito no coração da Igreja é que vivamos da vida de Cristo ressuscitado. Quando encontra em nós a resposta de fé que ele mesmo suscitou, realiza-se uma verdadeira cooperação. Por meio dela a liturgia se torna a obra comum do Espírito Santo e da Igreja (§1091).
Pela celebração dos Sacramentos na Liturgia, o Espírito Santo atua preparando a Igreja para encontrar seu Senhor; Ele mostra Cristo à fé da assembleia, e faz tornar-se presente o mistério de Cristo. (§1092)
O Espírito Santo leva à realização as figuras da antiga aliança. Sabemos que a Igreja já estava "admiravelmente preparada na história do Povo de Israel e na antiga aliança" (LG,2); por isso, a liturgia da Igreja conserva como parte integrante e insubstituível - tornando-os seus - alguns elementos do culto da antiga aliança: a leitura do Antigo Testamento, a oração dos Salmos, a memória dos eventos salvadores e das realidades significativas que encontraram sua realização no Mistério de Cristo.
Diz o nosso catecismo que:
O Espírito e a Igreja cooperam para manifestar o Cristo e sua obra de salvação na liturgia. Principalmente na Eucaristia, e analogicamente nos demais Sacramentos, a liturgia é memorial do Mistério da Salvação. O Espírito Santo é a memória viva da Igreja (Jo 14,26). O Espírito Santo recorda primeiro à assembleia litúrgica o sentido do evento da salvação, dando vida à Palavra de Deus, que é anunciada para ser recebida e vivida. (§ 1100)
A assembleia litúrgia é uma comunhão na fé, e é o Espírito Santo que dá a graça da fé, que a fortifica e a faz crescer na comunidade.
De modo especial, na liturgia da Palavra, o Espírito Santo "recorda" à assembleia tudo o que Cristo fez por nós.
[...]
É o Espírito Santo que dá aos leitores e aos ouvintes, segundo as disposições de seus corações, a compreensão espiritual da Palavra de Deus. Por meio das palavras, das ações e dos símbolos que formam a trama de uma celebração, o Espírito põe os fiéis e os ministros em relação viva com o Cristo, palavra e imagem do Pai, a fim de que possam fazer passar à sua vida o sentido daquilo que ouvem, contemplam e fazem na celebração. (§1101)
A missão do Espírito Santo em toda a ação litúrgica é formar o Corpo de Cristo. Ele é como que a seica da videira do Pai que produz seus frutos nos ramos.(Jo 15, 1-17; Gal 5,22).
Na liturgia realiza-se a cooperação mais íntima entre o Espírito Santo e a Igreja. Ele, o Espírito de comunhão, permanece indefectivelmente na Igreja, e é por isso que a Igreja é o grande Sacramento da Comunhão divina que congrega os filhos de Deus dispersos. O fruto do Espírito na Liturgia é inseparavelmente comunhão com a Santíssima Trindade e comunhão fraterna entre os irmãos (cf. 1Jo 1,37). (§1108)

AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz de - Para entender e celebrar a liturgia - 8ª ed - 19,20,21p - Lorena: Cléofas, 2007.

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