sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Deus nos foi dado!


Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)
Estamos vivendo mais um dia santo do Natal. No Evangelho da missa do dia de Natal(Jo 1,1-18), João celebra o encontro de Deus com a humanidade: é preciso que aconteça também o encontro dos homens entre si. Duas idéias devem estar presentes em nossa mente: a identidade da criança e seu significado.
Aprendemos o ideal de solidariedade por meio do ato de Deus em seu Filho, Jesus de Nazaré. Ele assume a natureza humana em toda a sua realidade. Deus fez-se homem e montou entre nós sua tenda. Ele se encarnou, ou seja, quis ser humano com nós, quis sentir as mesmas dificuldades e vivenciar problemas idênticos aos nossos.

Que bom seria se o espírito natalino tomasse conta de todos os dias da vida. Viveríamos continuamente agradecidos, pois o Natal – início de nossa redenção – é o ponto alto da comunicação amorosa de nosso Deus. No Evangelho, João traz boas notícias: o nosso Deus vem para reinar, para fazer estremecer de júbilo as ruinas de Jerusalém e as nossas ruinas; na pessoa do Filho – Palavra encarnada que armou sua tenda no meio de nós – Deus nos fala e nos contempla face a face, e nós podemos contemplá-lo como um de nós. A Eucaristia coroa a celebração e nela somos gratos ao Pai, pois, na Palavra feita gente, recebemos o poder de nos tornarmos filhos de Deus, nós que acolhemos Jesus e acreditamos em seu nome.

No passado, a glória de Deus se escondia e se revelava num a nuvem, no fogo etc., assustando, às vezes, mais que atraindo. Agora, porém, a glória de Deus está presente no humano Jesus. Ele é a manifestação da glória divina. O Deus da Aliança, no Antigo Testamento, se apresentava com duas características de aliado: amor e fidelidade. Agora, porém, o amor fiel é a Palavra que se encarnou.

Jesus, plenitude do amor e da revelação de Deus, é portador de novidade absoluta “porque, de sua plenitude, todos nós recebemos um amor que corresponde ao amor de Deus”. Que amor é esse? É o amor que dá a vida. Ele amou até as últimas consequências. Corresponder ao seu amor é fazer o que Ele fez: amar sem limites.

Quem deseja conhecer e encontrar o Deus invisível tem agora o panorama desvendado: Ele se tornou visível na Palavra encarnada. Vê-la é ver o Pai. Que o seu Natal seja realmente encontro com Deus Menino que, no seu desprendimento e na sua doação, nos ensina a fraternidade, a solidariedade, a partilha e a santidade. Que o espírito simples e celestial da manjedoura nos ajude a viver mais radicalmente o seguimento do Deus Conosco que nasceu para nos salvar.
Feliz Natal!

FONTE: CNBB
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É nesse clima que desejamos um Feliz e Santo Natal, um ano novo de realizações e prosperidade! 
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