domingo, 3 de outubro de 2010

Mês Missionário


 por Dom Moacyr José Vitti, Arcebispo de Curitiba
A Igreja peregrina é por sua natureza missionária. Pois ela se origina da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o desígnio de Deus Pai. Jesus Cristo foi enviado ao mundo como verdadeiro mediador entre Deus e os homens. Cristo, santificado pelo Pai e por Ele enviado ao mundo disse de Si mesmo: “O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu, enviou-me a evangelizar os pobres, curar os contritos de coração, pregar aos cativos a libertação e aos cegos restituir a vista” (Lc 4,18). Aquilo que o Senhor uma vez pregou e nEle se efetuou pela salvação do gênero humano, deve ser proclamado e disseminado até os confins da terra, a começar por Jerusalém.

Pois o que uma vez foi realizado pela salvação de todos deve alcançar seu efeito em todos. Para completar esta obra Cristo enviou o Espírito Santo da parte do Pai, a fim de que interiormente operasse sua obra salvífica e propagasse a Igreja. Foi no dia de Pentecostes que Ele desceu sobre os discípulos para permanecer eternamente com eles; que a Igreja foi publicamente manifestada ante as multidões; que pela pregação se iniciou a difusão do Evangelho entre as nações.

O Senhor Jesus desde o início “chamou a Si os que Ele quis, e fez que os doze estivessem com Ele para enviá-los a pregar” (Mt 3,13). “Ide por todo mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura. Daí o dever que cabe à Igreja de propagar a fé e a salvação de Cristo . Esta missão no decurso da história continua e desdobra a missão do próprio Cristo, enviado a evangelizar os pobres. Eis porque a Igreja impelida pelo Espírito Santo deve trilhar a mesma senda de Cristo.

As missões que são iniciativas dos missionários, enviados pela Igreja, vão pelo mundo todo realizando o múnus de pregar o Evangelho e de fundar a própria Igreja entre os povos ou sociedades que ainda não creem em Cristo. São realizadas pela atividade missionária. O fim próprio dessa atividade missionária e a evangelização e a fundação da Igreja nos povos e sociedades onde ainda não está radicada.

Deste modo, da semente que é a Palavra de Deus por todo o mundo surgem as novas comunidades. O principal meio dessa fundação é a pregação do Evangelho de Jesus Cristo. A atividade missionária decorre da própria natureza da Igreja. Ela propaga sua fé salvífica. Apoia-se em sua apostolicidade. O motivo dessa atividade missionária está na vontade de Deus, que “quer que todos os homens sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade”.

“Porque um é Deus, um também é o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus, que se entregou para redenção de todos” (1Tim 2,4-5). Na força do Pai que nos ama, em Jesus, o missionário por excelência, no fogo abrasador de Pentecostes, sentimos hoje o mesmo impulso desta presença do Espírito Santo que nos move a nos colocarmos em estado permanente de missão.

Esta é a hora! Todos são convocados: diocese, paróquias, vida consagrada e comunidades. Não deixemos a graça passar em vão. É hora de nos unirmos no grande mutirão evangelizador da Missão Continental impulsionado pela Conferência de Aparecida.

TEXTO RETIRADO DO SITE: http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=1053113&tit=Mes-missionario  (Gazeta do Povo)



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